Inexoravelmente

abril 5, 2009

A triste saga (ou seria sina) do cliente da Telefônica – Capítulo 1

Filed under: Histórias de consumidor,Rant — oldbastard @ 1:36 am
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Capítulo 1 – “Não vendemos café com leite. Primeiro o senhor tem que comprar o leite e só depois levaremos o café pro senhor”.

 

Pois então, resolvemos partir pra ação e entramos em contato com o serviço de atendimento ao cliente.

Aquela lenga lenga. Disque isso pra aquilo, disque aquilo pra isso, fale se você quer isso ou aquilo, desculpe não entendi, etc, etc. Uns 10 ou 15 minutos depois veio o indefectível “estamos transferindo sua ligação para um de nossos atendentes”, que é óbvio se segue de minutos de musiquinhas insossas ou de propagandas sobre produtos que não te interessam.

Chegou no atendente.

Bom dia, nome, cpf, como posso ajudar.

Achando que iria fazer algum sentido, pedi uma linha telefônica e o Trio telefônica (Speedy, TV e ligações livres de fixo pra fixo).

Atendente responde que não é possível solicitar o Trio sem uma linha telefônica instalada.

Achando que ele não entendeu repito: Mas eu estou pedindo uma linha.

Ele tendo certeza de que era eu que não estava entendendo: Eu sei senhor, mas é que a sua linha telefônica tem que estar instalada pra que o pedido do Trio possa ser efetuado. Não posso fazer o pedido se não tiver uma linha já instalada em seu endereço.

Silêncio desconfortável.

Eu já meio de bico: Quer dizer que não dá pra pedir tudo de uma vez? Eu vou mesmo ter que esperar pelo menos uma semana pro telefone ser instalado pra depois pedir o Trio e aí esperar mais pelo menos uma semana pra ele ser instalado, isso se não acontecer nenhum imprevisto?

Atendente demonstrando que a Telefônica investe pesado em treinamento: Isso mesmo.

Eu, pensando “aonde eu estava com a cabeça quando pensei que tudo correria smoothly”: Tudo bem então, vamos fazer o pedido.

Segue uma mais ou menos longa entrevista de cadastro que termina com o atendente perguntando qual tipo de linha eu queria.

Sem pensar muito pergunto quais são as disponíveis…

10 ou 12 minutos de informações sobre minutos e cartões da economia e outras coisas menos relevantes, percebo que o cara está entediado lendo a telinha e eu estou entediado ouvindo, então resolvo perguntar o óbvio.

Eu: Escuta, mas qual dessas linhas é compatível com o Trio, pois a minha intenção é instalar o Trio.

Atendente: Somente a linha clássica senhor.

Eu: Então é essa que eu quero.

De repente, num raro lampêjo de lucidez, resolvo perguntar algo de maior relevância.

Eu: Escuta, só me ocorreu agora, tem como você checar aí se o Trio está disponível na minha região?

Atendente: Não senhor.

Eu: Ahmmm… Mas se eu quero a linha pro Trio, se não existir disponibilidade vou ficar na mão. Como faço pra descobrir se existe a disponibilidade na minha região?

Atendente: Acho que o melhor é o senhor ir numa loja da Telefônica aí na sua cidade.

Eu: Ok, obrigado.

Atendente, uma fração de segundo antes de eu desligar: E a linha, o senhor vai querer?

Eu: Não sei. Vou primeiro passar na loja da cidade pra ver se existe a disponibilidade. Até logo.

 

Produtivo, né?

Acho que talvez esse tenha sido o contato menos problemático até agora.

Se possível continuo amanhã com o capítulo 2, que deve ter como subtítulo “É que o nosso forte é a venda de linhas telefônicas”.

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abril 3, 2009

A triste saga (ou seria sina) do cliente da Telefônica – Prelúdio

Filed under: Histórias de consumidor,Uncategorized — oldbastard @ 10:07 pm
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PRELÚDIO

 

Era uma vez um tempo em que não existia a banda larga.

Nessa época todos eram felizes (ou infelizes, depende do ponto de vista) com sua conexão.

Um belo dia surgiu em nossas praias o Speedy (tá, existiam as linhas privativas de dados da Telesp, mas aí eu vou fugir tanto do escopo da minha história que nem vou conseguir encontrar o caminho de volta).

Com o Speedy 256k tudo ficou lindo e maravilhoso, e o que era melhor, sem cotas de download (não vou entrar em detalhes de IP fixo e outras lendas).

De repente apareceram outras velocidades, outros planos, cotas de download e funcionários de centrais de televendas querendo de qualquer jeito que a gente mudasse pra um dos planos novos. Pode ser impressão minha, mas acho que nessa época se iniciou um vale na qualidade do suporte técnico da telefonia brasileira, que continua descendo até hoje.

Nessa fase a nossa história passa por uma série de eventos não relacionados, e todos os dissabores que a Telesp/Telefônica nos fez passar resultaram em um cancelamento de Speedy Home e de nossa linha de telefone fixo.

Entramos na fase Vivax. Nosso acesso à internet era pela Vivax (nosso caso de comunicação via telefone vai render alguma outra saga em algum outro dia), que era uma bosta.

Ficamos com a Vivax uma cara, apesar de inúmeras indosponibilidades. A Vivax virou TVA, a TVA virou NET e a NET virou um provedor ruim, pelo menos aonde nos estavamos instalados. No entanto como a alternativa era o Speedy, ficamos com a NET mesmo, se é que podemos dizer que ter acesso durante uns 12 a 17 dias por mês é ser assinante de algum provedor.

Eita prelúdio comprido.

Finalmente chegamos ao meio de 2008. 

Uma mudança de endereço para uma cidade pequena a 200km das capitais e dos amigos nos fez cancelar a NET.

Chegamos aqui e descobrimos para nosso gáudio e entretenimento que por aqui só existem alguns provedores duvidosos a rádio e a nossa velha conhecida, a Telefônica.

Como gato escaldado nao passa perto de balde nem de panela, relutamos ao máximo.

Fomos vencidos pelo péssimo sinal nos celulares da Claro e pelo pífio, risível, horrendo sinal da internet móvel na região.

Certo dia fizemos as contas de quanto gastaríamos para ter novamente um linha da Telefônica e possivelmente o Trio (Speedy, Telefônica TV Digital e Fale a Vontade). Decidimos que a necessidade de uma linha telefônica confiável e que as horas que estavamos gastando para navegar por páginas da internet que poderiam ser carregadas em minutos valeriam o preço.

Várias noites de acesso à páginas da Telefônica se seguiram, e finalmente decidimos transformar o assunto em algo pessoal e partimos pro contato.

 

Isso é o que vocês vão ver amanhã no próximo post, que deve receber o subtítulo “Não vendemos café com leite. Primeiro o senhor tem que comprar o leite e só depois levaremos o café pro senhor”.

Histórias de Consumidor

Filed under: Histórias de consumidor — oldbastard @ 11:51 am
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Opa!

Muito tempo sem tempo, mas acho que com as coisas se encaminhando para uma falta de tempo semipermanente o jeito é arrumar um tempinho…

 

Hoje estou atrasado para entrar no meu trabalho devido a uma intercorrência desagradável de ordem intestinal. Enquanto aguardo que os humores se acalmem me ocorreu que faz bem colocar pra fora aquilo que nos faz mal ou nos incomoda. Partindo desse originalíssimo pensamento me veio a inspiração para uma séria de posts sobre coisas corriqueiras, as vezes interessantes, as vezes educativas, as vezes engraçadas, as vezes nem tanto.

 

Vou começar essa série de histórias de consumidor com um “rant” em várias partes sobre as minhas atuais desventuras com a Telefônica. Acho que vão ser engraçados para quem lê, mas estão sendo bastante estressantes para mim e pra Helô.

 

Aguardem o primeiro post hoje a noite.

 

Bom dia e bom trabalho.

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